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A vitória de hoje sobre o Sporting, termina com o jejum de 3 anos sem ganhar na Luz aos leões . É verdade por 2-0 frente ao velho rival, mas a forma como o treinador espanhol tem vindo progressivamente a implementar uma filosofia de jogo baseada numa grande força ofensiva é merecedora dos maiores incómios. A força com que a equipa foi para a 2a parte, colocando o Sporting lá atrás, encostado às redes, mostra uma boa saúde física benfiquista. Aliás, aos 30 miinutos de jogo, o Benfica já tinha corrido mais de 14km, enquanto o Sporting se ficava pelos 10km.
O Benfica foi forte , teve "garra", como gosta de dizer Quique, correu, lutou, aqui e ali sem muito discernimento, com muitos passes falhados, mas não teve medo de falhar, de arriscar. Esta é uma grande transformação relativamente aos últimos anos. O Benfica dos últimos anos tinha medo, a bola quiemava nos pés dos jogadores, ninguém arriscava, todos tinham medo de falhar. Isso acabou. Esta é mais uma vitória de Quique. A força mental que a equipa demonstra é fruto do trabalho que o treinador espanhol e a sua equipa têm realizado.
A gestão que Quique tem feito do plantel é de aplaudir. Isso só é possível porque há muitas soluções. Mesmo deixando Urreta e Balboa na bancada, o treinador espanhol ainda pôde lançar Aimar e Di Maria, sem nunca abdicar de jogar para a frente.
O único lapso, que emendou ao intervalo, teve a ver com a titularidade de R. Amorim em detrimento de Katso. Com a entrada do grego na 2a parte, o Benfica estabilizou o jogou a meio campo e pôde partir com mais consistência e controlo de bola para o ataque.
Reyes,grande jogador este, autor do 1º golo, que foi também o 1º com a camisola encarnada, está talhado para marcar nos grandes jogos, foi assim no Arsenal e no Real Madrid.
A fanfarronice de Paulo Bento teve resposta de Quique, ao dizer que preferia ser humilde, e do Benfica, com uma vitória por 2-0.



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